Operação “Catilina” tem novo desdobramento com cumprimento de mandado de busca e apreensão em Itapoá  

Medida busca reunir novos elementos para o aprofundamento das investigações sobre a suposta atuação de organização criminosa voltada à influência no cenário político local.  

24.08.2026 17:03
Publicado em : 
24/08/26 17:03

Na tarde desta segunda-feira (24/08), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, cumpriu um novo mandado de busca e apreensão no município de Itapoá.  

A diligência constitui um desdobramento da Operação “Catilina”, deflagrada no dia 29 de julho de 2026, em investigação que apura a suposta atuação de uma organização criminosa nos municípios de Itapoá e São Francisco do Sul, com foco na possível relação entre integrantes do grupo e agentes políticos da região, bem como em eventuais tentativas de influência sobre o cenário político local. 

A medida foi autorizada pela Vara Estadual de Organizações Criminosas (VEOC) e tem por objetivo a coleta de novos elementos de interesse da investigação, contribuindo para o aprofundamento das apurações em curso.  

A nova diligência integra uma estratégia investigativa voltada ao aprofundamento das apurações sobre a suposta interferência da organização criminosa no contexto político local. A ação também teve como objetivo alcançar um dos investigados que, segundo os elementos apurados até o momento, estaria adotando medidas para dificultar sua localização pelas autoridades. 

Conforme os elementos reunidos até o momento, há indícios de que a organização criminosa buscaria ampliar sua influência na região por meio do apoio a determinados candidatos e de ações destinadas ao fortalecimento de sua atuação territorial no município.  

Segundo as apurações, benefícios e auxílios teriam sido distribuídos em comunidades sob influência do grupo com o objetivo de angariar apoio político. Em contrapartida, moradores seriam constrangidos a demonstrar apoio a candidatos específicos, havendo relatos de intimidações, ameaças e outras ações direcionadas contra pessoas consideradas opositoras.  

Os investigados também são suspeitos de manter relações entre agentes políticos, empreendimentos privados e integrantes da organização criminosa, em uma estrutura que, em tese, estaria voltada ao atendimento de interesses do grupo.  

Os materiais apreendidos nesta fase da operação serão analisados e poderão subsidiar novas diligências investigativas. O procedimento tramita sob sigilo judicial. 

39ª Promotoria de Justiça da Capital 

Com atuação em todo o estado, a 39ª Promotoria de Justiça da Capital é responsável por investigar e processar crimes relacionados a organizações criminosas perante a Vara Estadual de Organizações Criminosas (VEOC). A estrutura especializada conta com cinco Promotores de Justiça e foi criada para fortalecer o combate ao crime organizado com mais inteligência, agilidade e efetividade. 

GAECO   

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina e integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar. O grupo atua na identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas no Estado de Santa Catarina. 

 

Fonte: 
Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
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